TUFF – Inferno Club, SP (13/08/2011)

Stevie Rachelle (Vocal) and Todd Chase (Baixo) passaram quarto dias em São Paulo, para sua primeira apresentação no Brasil. Stevie Rachelle já tinha vindo há alguns anos atrás com Steve Summers (vocalista da banda Pretty Boy Floyd), mas esse foi o show, pessoal…. Estive em contato com o baixista Todd Chase por meses, mesmo antes do show da banda ser confirmado no Brasil. Sendo um fã do TUFF de muitos e muitos anos, eu queria encontrá-los como um fã, e acabei tendo uma das maiores experiências que já tive na vida. Os caras foram muito mais do que simplesmente legais, como músicos e como pessoas, e ninguém realmente acreditaria o quanto, se não estivesse lá. Eu acabei cobrindo a sessão de autógrafos, a passagem de som e o show, fora a entrevista, para alguns sites, tanto do Brasil como dos Estados Unidos, Europa e Austrália.

Um dia antes do show, Stevie Rachelle e Todd Chase foram legais ao ponto de ir até a Animal Records, no centro de São Paulo, para encontrar os fãs, que vinham esperando por um show de verdade do TUFF por anos! Foi sensacional ver como as pessoas gostam da banda, e como a banda foi gentil, amável e respeitosa com cada pessoa que estava lá para vê-los. Eles passaram mais de duas horas tirando fotos e dando autógrafos. O TUFF é conhecido por seu vasto catálogo de merchandise, que estava disponível para venda no local. Havia CDs, DVDs, camisetas (mais ou menos cinco ou seis modelos diferentes), e outros CDs que também foram lançados pelo selo do próprio Stevie Rachelle, RLS Records. Os preços eram mais do que justos. Algumas das pessoas presentes acabaram comprando cada item que estava à venda. Eles foram tão legais que não fizeram qualquer distinção entre as pessoas que compravam seu material e aquelas que não. Sempre estavam disponíveis para fotos e autógrafos, fosse para quem fosse. É sempre bom ver bandas que ainda se importam com os fãs e os respeitam. O TUFF pode nunca ter sido grande como o Mötley Crüe ou o Warrant, mas eles certamente merecem ser reconhecidos como uma das bandas mais importantes de sua geração.

Depois da sessão de autógrafos de duas horas, o TUFF foi para o Inferno Club, local onde o show aconteceria no dia seguinte, para a passagem de som. O lugar em si é bem legal, e é famoso por ser um dos lugares mais freqüentados de São Paulo, não só pelos eventos ligados ao hard Rock que acontecem lá, mas tmabém por outros eventos. Stevie e Todd passaram algumas horas arrumando o equipamento, checando o som e dando as últimas instruções para a banda (brasileira) de apoio que tocaria com eles no dia seguinte. Fiquei impressionado quando vi que a banda em si era composta por músicos entre seus dezenove e vinte e cinco anos mas, honestamente, tal fato não afetou o resultado final. Julio Mendoza e Arthur Concer (Guitarras) e Caio Gaona (Bateria) tocaram músicas como “So Many Seasons” e “God Bless This Mess” como quaisquer músicos profissionais com anos de estrada. Comparados ao que vi de recentes shows da banda americana no YouTube, Eu realmente achei que a banda estava mais afiada e mais pesada do que a banda americana que acompanha os membros originais, lá dos Estados Unidos. Isso foi apenas uma prévia do que viria no dia seguinte – o show.

Estava marcado para começar às duas da manhã, no dia 13 de agosto. Cheguei lá algumas horas antes e tive a chance de ver o que acontecia antes do show. O Inferno Club é realmente um bom lugar para um show de rock. A estrutura do local é ótima, sem deixar de mencionar as pessoas que trabalham lá. Já tendo ido a muitos shows, posso dizer que o Inferno Club é um dos lugares mais “quentes” de SP. O show do TUFF era um evento da Glamnation, uma festa de Hard Rock que acontece a cada duas semanas. Agradecimentos ao Joe (dono do local), Angie (Assistente de imprensa) e a todos de lá, que tornaram tudo isso possível, e que sempre foram mais do que amigáveis e solícitos para que eu pudesse cobrir todo o evento. Stevie e Todd estavam vendendo o merchandise por um tempo, e novamente totalmente disponíveis para quem quisesse uma foto ou um autógrafo, sem se importar se as pessoas comprassem alguma coisa ou não. Digamos que havia entre 250 e 300 pessoas lá – o que é um bom número, considerando que o Black Label Society de Zakk Wylde também tinha um show na cidade, na mesma noite. O show começou por volta de uma da manhã, com a banda paulista Sleaze Vice abrindo, que fez um bom set e aqueceu os fãs, que estavam ansiosamente esperando pelo show do TUFF.

O TUFF subiu ao palco às duas e dez da manhã. Foi realmente excitante ver Stevie e Todd tocando juntos novamente, depois de quase vinte anos. As pessoas foram à loucura quando a banda tocou os primeiros acordes de “God Bless This Mess”, seguida de “Spit Like This” e “Ruck A Pit Bridge”, ambas do álbum “What Comes Around Goes Around”. Stevie e Todd, mesmo estando com os seus quarenta e cinco anos, fizeram um show como faziam há vinte e cinco anos atrás. “In Dogs We Trust” veio em seguida, soando pesada, em sintonia e brilhante. Stevie ainda tem tudo o que um frontman deve ter, e teve toda a platéia nas mãos. O que veio em seguida foi uma surpresa.

Stevie e Todd ficaram sabendo um dia antes do show (por mim, na verdade) sobre a morte de Jani Lani, ex-vocalista do Warrant, que também era amigo da banda. Stevie fez questão de que todos lembrassem de Jani como um dosmaiores talentos de sua geração. Ele também mencionou que o primeiro show deles foi abrindo para o Warrant, em 1987, e estava claro que ele próprio ficou emocionado ao lembrar da história. Stevie e Julio Mendoza (um dos guitarristas da banda de apoio) tocaram partes de “Blind Faith” e “Heaven” do Warrant. Depois de todos esses anos, foi realmente emocionante ver que Stevie ainda é grato ao seu amigo que o ajudou no início da carreira.

“I Hate Kissing You Goodbye” (o maior sucesso do TUFF e seu único vídeo na MTV) veio em seguida, e depis “So Many Seasons” (ambas também do álbum “What Comes Around Goes Around”), e foram cantadas em uníssono, emocionando muitos dos presentes. A banda voltou a pesar com “Good Guys Wear Black” e “Tied To The Bells”, duas de suas melhores músicas. Um cover de Michael Monroe, “Dead, Jail Or Rock N’ Roll”, também foi uma boa surpresa, e o set terminou com “The All New Generation”, também uma das músicas mais famosas da banda, mais uma vez, deixando o público em total êxtase. Depois de um breve intervalo, o TUFF voltou ao palco para o bis. Eles realmente acertaram em cheio ao tocar “American Hair Band”, do seu CD “The History Of Tuff” – essa foi a música que trouxe o TUFF de volta à cena, uma paródia da música “American Bad Ass”, de Kid Rock, com o instrumental da música “Sad But True” do Metallica. Com certeza, um dos pontos altos do show. Mal podia-se ouvir a voz de Stevie Rachelle, devido a todos que cantavam a música! O bis terminou com dois covers, “Live Wire” do Mötley Crüe (com um cantor de uma banda local nos vocais, e Stevie juntando-se a eles no meio da música em diante, e “Talk Dirty To Me”, do Poison, mencionada como “a música de festa local” por Stevie, fechando o show. Foi definitivamente um dos melhores shows underground que São Paulo já pôde ver, no que se trata de bandas Hard dos anos oitenta. Já tivemos Pretty Boy Floyd, Adler’s Appetite, L.A. Guns… mas o TUFF foi mais do que especial. Como Stevie Rachelle levou o público foi algo impressionante. A performance de Todd Chase também vale ser mencionada, tanto nos quesitos presença de palco como musicalidade – ele não só é um rockstar, mas também um excelente músico. A banda de apoio também merece crédito – as performances do guitarrista Julio Mendoza e do baterista Caio Gaona foram muito além da média, o que justifica o fato de que eles tocaram com O TUFF, mesmo sendo músicos bem novos. Resumindo, a vinda do TUFF ao Brazil não será esquecida por quem testemunhou, de qualquer forma, qualquer parte dessa aventura de volta aos anos oitenta. Só é difícil entender como essa banda não se tornou a próxima grande banda de sua época – eles poderiam ter sido facilmente o próximo Guns N’ Roses.

TUFF:

Stevie Rachelle: Vocal
Todd “Chase” Chaisson: Baixo e Vocais

Banda de apoio brasileira:
Julio Mendoza: Guitarra e Vocais
Caio Gaona: Bateria
Arthur Concer: Guitarra

SET LIST:

God Bless This Mess
Spit Like This
Ruck A Pit Bridge
In Dogs We Trust
Blind Faith / Heaven
I Hate Kissing You Goodbye
So Many Seasons
Good Guys Wear Black
Tied To The Bells
Dead, Jail Or Rock N’ Roll
The All New Generation
American Hair Band
Live Wire
Talk Dirty To Me

By Criss Sexx

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