J-Men Forever: Dois heróis paspalhos impedem o Rock de destruir a humanidade

Redublagens satíricas nos dias de hoje tem o seu espaço garantido no Youtube. No Brasil, foram provavelmente inspiradas no programa Tela Class do grupo humorístico Hermes & Renatos, o desbocado “Batman Feira-da-Fruta” e porque não alguns quadros do velho programa global Casseta & Planeta Urgente.

Essa prática existia desde os anos 60. Foi a porta de entrada do Woody Allen nos cinemas, com o seu “O que Há Tigresa?”, de 1966, filme onde ele enxertava piadas toscas numa aventura de espionagem genérica rodada no Japão.

Anos a frente, o recurso daria luz a uma trama amalucada, onde o rock n’ roll seria usado para destruir a humanidade e deveria ser impedido por agentes especiais paspalhões ao lado de super heróis tão molóides quanto.

Sob a direção do discreto diretor Richard Petterson, J-Men Forever foi comandado pelo dublador Peter Bergman e ator Phil Proctor. Ambos emprestam suas vozes para os dois principais membros dos J-Men, um grupo secreto governamental destinado a deter o insano “Lightning Bug” cujo principal objetivo é o de ameaçar a Terra transmitindo o rock n’ roll.

O vilão ganha a interpretação do DJ M. G. Kelly (não confundir com o rapper) presente em outros filmes daquele mesmo período, por sinal, rende boa parte da graça na história, devido a sua voz típica de radialista canastrão.

Os envolvidos embaralham filmes de ficção barata dos anos 40 e 50, propagandas federais e produções antigas de super heróis. O vilão principal é um emaranhado de inimigos , por essa razão, não possui forma definida. A trilha sonora é o catálogo da gravadora A&M, tocam sons do Billy Preston, The Tubes, Budgie e Head East.

Contando melhor o enredo: Atentados e pessoas começam a morrer conforme o vilão The Lightning Bug transmite rock n’ roll através de uma estação pirata. Lightning Bug está entocado na lua e ninguém dá trela para isso. Os agentes apenas chamados de “Chief” (Bergman) e Barton (Proctor) precisam conhecer melhor essa arma e toda vez que um cientista tenta fazer uma demonstração tocando o som, acaba destruindo tudo o que passa.

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Os J-Men então criam uma iniciativa chamada “Muzak”, que visa transmitir música careta a fim de neutralizar os malefícios do rock. Os agentes tentam descobrir quem são os subordinados de Lightning Bug responsáveis por retransmitir seu programa de rádio, nem que para isso enviem super heróis tapados como Lone Star (o Capitão América com outro nome) “The Caped Madman” (Capitão Marvel) entre outros. Conforme os intentos de Lightning Bug sofrem resistência, ele passa a espalhar maconha e haxixe na tentativa de escravizar a mente dos terráqueos.

O desdobramento dessa aventura é feito de pernas pro ar, emaranhando cenas de produções low budget. Há diversas piadas de conotação sexual, drogas, peido, coisas sem sentido e erros propositais de continuísmo. Tudo embalado de maneira nonsense na trilha roqueira e as falas radialistas de Lightning Bug.

O filme é curto, um pouco mais de uma hora, possível de achar facilmente pela internet. Antes seu acesso era difícil por ser exclusivo da TV à cabo americana, décadas depois relançado em DVD. É um divertimento rápido para tirar algumas risadas de todo o caráter surreal existente, a criatividade por trás da produção e claro, uma trilha sonora boa para adicionar na playlist.

Assista o trailer:

Assista o filme completo:

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