SLASH – Slash, 2010

Contraproposta feita, convite aceito. Sejam bonzinhos comigo, não sou jornalista rs! Mas, penso que se me chamaram foi porque meus comentários roqueiro-musicais não devem ser tão leigos assim. Prometo fazer um bom trabalho. Partiu, rs!?

E na minha resenha de estréia decidi por um lançamento, Slash, o recém álbum auto-intitulado do guitarrista (Guns N’ Roses, Velvet Revolver) com convidados. O que dizer para começar? Que tal dizendo que o FDP é que nem vinho, rs!?! É sério gente, sem querer desmerecer os demais artistas com lançamentos nesse ano (incluíndo o próprio HIM, que minha amiga resenhou por aqui), tô considerando esse como o melhor álbum roqueiro de 2010 (Até agora)…

“Beautiful Dangerous” com a Fergie, logo no começo do álbum, já mostra que ele continua afiadíssimo. Música maneira, meio hard rock, por sinal. Destaco também “Back from Cali”, com Myles Kennedy (Alter Bridge); “Promise”, com Chris Cornell (Audioslave, Soundgarden); & “Nothing to Say”, com M. Shadows (Avenged Sevenfold), só p citar algumas. Na boa, combinação perfeita do som do Slash com o vocal desses caras! O álbum ainda conta com um, digamos, bônus: “Watch This”, parceria composta simplesmente por ele, Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) & Duff McKagan (Guns N’ Roses, Velvet Revolver, Loaded). Quase 4min só instrumental. Preciso dizer alguma coisa, rs!?

No quesito “hora da balada!”, como diz meu amigo Fafão, o álbum também mostra serviço de 1ª, com destaque para “Gotten”, com Adam Levine (Maroon 5); “I Hold On”, com Kid Rock; “Saint Is a Sinner Too” com Rocco DeLuca (faixa que tem um dos melhores solos do álbum, e não é na guitarra); e “Mother Maria”, com Beth Hart. Myles Kennedy (confirmado como o vocal da turnê do guitarrista, turnê essa que deve passar pela América do Sul) volta por aqui com outra parceria, “Starlight”, fodástica também. Sons maneiros, e solos que fazem a gente viajar…

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Mas o momento épico do álbum é “Crucify the Dead”, dele com Ozzy Osbourne. No solo de introdução você já fica todo arrepiado. Outra diversão garantida é “We’re All Gonna Die”, com o maluco do Iggy Pop, rs! Slash p’ra mim só tem um vacilo: a versão alternativa de “Paradise City” com Fergie & Cypress Hill. Descaracterizou muito… E confiem, eu já tinha essa opinião formada antes do show de Axl na Apoteose, não teve (muita) influência, rs…

Recomendado p’ra qualquer um que se considera “roqueiro”. Só não vou entrar aqui no mérito de qual álbum é melhor, Slash ou Chinese Democracy. Primeiro porque apesar de tudo ainda sou fã do Axl, curti MUITO o show na Apoteose e talvez tenha sido um dos poucos que foi pelas músicas novas do Guns também. E segundo que essa é uma discussão inútil. Afinal, foi o próprio Slash que escreveu na sua biografia: “não preciso de troféus pra me lembrar de quem eu sou”.

Autor: Victor “Montanha” Vieira

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