Paradise In Flames reforça identidade musical e maturidade em novo álbum

O Paradise In Flames dá o maior passo de sua carreira com o lançamento do novo álbum, “Act One”, já disponível nas plataformas de streaming pela Blood Blast, subsidiária digital da gravadora alemã Nuclear Blast, e em versão física pela Demoncratic Records.

O título “Act One” refere-se à abertura das cortinas do teatro negro e vai de encontro às mudanças estilísticas e a nova fase do grupo mineiro, formado por André Damien (vocal e guitarra), O.Mortis (vocal), Robert Aender (baixo), SJ Bernardo (bateria) e Guilherme de Alvarenga (vocal e teclado).

“Queríamos enquadrar uma dinâmica de estilo um pouco distinta do que hoje somos rotulados. Encaramos que finalmente encontramos nossa identidade musical e tocamos uma mescla de estilos, no qual denominados como horror metal. Encaramos como o ‘primeiro ato’, pois se trata de nosso primeiro trabalho com o novo formato de banda, que consiste em três vocalistas, com vozes e interpretações distintas entre si, provocando a possibilidade de diálogos nas canções. É uma espécie de renascimento”, declarou o vocalista e guitarrista André Damien.

A produção, gravação e mixagem de “Act One” foram feitas pela própria banda no estúdio Maçonaria do Áudio, em Nova Lima (MG). Já a masterização ficou a cargo do renomado engenheiro de som Ted Jensen (Gojira, Mastodon, Metallica, Behemoth, Korn), no Sterling Sound, em Nova Jérsei (EUA). “A banda vive uma nova fase e finalmente conseguimos entregar um material fonográfico que perseguimos durante anos, com uma formação coesa e muita vontade de fazer acontecer. Utilizamos o tempo ocioso que a pandemia infelizmente proporcionou para produzir e gravar um disco que refletisse a personalidade de cada um de nós”, observou a vocalista O.Mortis.

O sucessor de “Devil’s Collection” (2020) também marca a primeira vez que o grupo apresenta uma música dividida em dois capítulos: “The Sinner e “Delirium”. “Estas músicas fazem parte de uma história teatral. Elas se complementam e possuem uma continuação da história do protagonista. Além disso, toda estrutura musical, escalas e tonalidades são referências de uma única canção. Pode ser complicado e o mais desavisado poderá até questionar como existem duas músicas que soem iguais ou que soem totalmente diferentes, mas a parte interessante é que são usadas escalas semelhantes em ambas as composições, mas invertendo a ordem das tonalidades”, detalhou André Damien.

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A abertura do repertório traz uma orquestração emendada por “Old Ritual to an Ancient Curse”, um black metal ríspido que remete às raízes de Minas Gerais. “A letra fala de um ritual de libertação realizado em meio à floresta, o que encaixa com as vocalizações do refrão na evocação”, explicou O.Mortis.

Já “Bringer of Disease” é considerada a “música de trabalho do disco”. “Ela terá um clipe oficial programado para fevereiro de 2022. A letra reflete uma ópera tragicômica, semelhante ou não ao que vivemos no cenário político do Brasil”, ponderou o vocalista e tecladista Guilherme de Alvarenga. “Outra que tem esse tom é ‘Evil System’, em que a letra possui uma crítica pesada à forma que os nossos governantes tratam a corrupção e o descaso com o futuro de seus povos. Musicalmente, conta com passagens rápidas misturadas a orquestrações que lembram filmes de suspense”, acrescentou o baixista Robert Aender.

A nova concepção do Paradise In Flames é apresentada nas faixas “Learn from Mistakes” e “Dancer of the Mist”. “Uma das músicas mais diferentes de nossa carreira é ‘Learn from Mistakes’, que vem com elementos mais modernos. Ela já possui um clipe, que ultrapassou mais de 83 mil visualizações e é a que teve mais acessos nas plataformas digitais”, comemorou baterista SJ Bernardo. “A faixa ‘Dancer of the Mist’ resume bem o que é essa nova fase da banda. Além de passagens técnicas e orquestrações contrapondo com o andamento extremamente rápido, cada estrofe é cantada por um vocalista”, acrescentou André Damien.

FONTE: ASE Press

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