Outlaw opina sobre ocultismo e o estilo anticosmic Black Metal

A banda de anticosmic black metal OUTLAW lançou seu seu novo EP, “Death Miasma”, apresentando quatro faixas inéditas, uma delas sendo uma cover para “The Anti Kosmik Magick”, da banda holandesa de occult rock THE DEVIL’S BLOOD.

A versão física do disco, em formato digipak e limitada em 500 cópias, já está disponível pela Drakkar Brasil. Ouça o álbum aqui.

O vocalista e guitarrista D. concedeu recentemente entrevista ao jornalista Gustavo Maiato, onde falou sobre o EP e sua visão sobre anarquia espiritual, anticosmic black metal, e a razão dos integrantes da banda usarem apenas suas iniciais, ao divulgar a formação do grupo.

Gustavo Maiato: No Instagram, a descrição do Outlaw está como “anticosmic black metal”. O que significa esse termo?

D.: Nós vemos o cosmo como a vida. Não existe nada além do cosmo, em questão de matéria. Não sabemos o que tem além. Então, interpretamos o cosmo como a vida. Como a criação do Demiurgo. Nos colocamos dessa forma porque nossa ideia é procurar ir além do cosmo.

Gustavo Maiato: Vocês já disseram que o Outlaw seria como uma anarquia espiritual. Interessante esse termo: tenho minha espiritualidade, mas não defino em regras ou fronteiras.

D.: Exatamente. É complicado se colocar dentro de um rótulo. Você é satanista? Beleza. Então você acredita no satã da bíblia? Você depende de um livro escrito por gente que você não gosta para sua crença? É isso que você segue? Não, eu colocaria mais como ocultismo. Tudo que pode ser trabalhado de maneira positiva para mim, eu posso usar. Não preciso me limitar somente ao que os outros satanistas acham que é legal. As pessoas ficam presas na imagem. O roqueiro tem aquela coisa de querer ser satanista para falar que é mau, para mim não faz sentido. A maior parte dos caras que se dizem satanistas sequer leram os livros!

Gustavo Maiato: Vocês usam codinomes como “D.” e “C.” ao invés dos seus nomes verdadeiros. Por que vocês resolveram usar esses apelidos? É tipo algo meio misterioso?

D.: A minha ideia foi usar a inicial dos nossos nomes para abrir mão do seu ego. Tem gente que só quer entrar na banda porque ele quer ver o nome dele nas coisas. Quando você bota só a letra inicial, você está aceitando que a li naquele meio, seu ego precisa ficar de fora. Na banda, sou D. e não Daniel. Para o público, muitas vezes ninguém sabe meu nome. Ele abre o “Metal Archives” e não vai ver meu nome lá. No CD também está abreviado. É uma forma de abrir mão do reconhecimento em prol da banda.

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A entrevista completa pode ser conferida abaixo. Em outubro o OUTLAW vai embarcar em uma turnê europeia, que seria realizada ano passado, mas foi adiada devido a pandemia do coronavírus. A gravadora francesa Drakkar Productions é uma das mais antigas gravadoras especializadas em black metal ainda em atividade. A Drakkar Productions – South American Division, ou simplesmente Drakkar Brasil, foi lançada em 2013 com o intuito de tornar os materiais do selo francês mais acessíveis ao público sul-americano, além de lançar bandas do continente com sua experiência em mais de 20 anos de atividades no underground.

Links relacionados:
– Outlaw – Bandcamp – outlaw218.bandcamp.com
– Outlaw – Facebook – facebook.com/OutlawBlackMetal
– Outlaw – Instagram – instagram.com/outlawblackmetal
– Outlaw – Spotify – https://open.spotify.com/artist/0sZqsOgcraFuMv1I4jlJo4
– Drakkar Brasil – Instagram – instagram.com/drakkarbrasil
– Drakkar Brasil – Site – drakkarbrasil.com.br

FONTE: Nightfall PR

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