MARDUK – Teatro Odisséia, RJ (11/04/2010)

O domingo do dia 11 de abril foi dia de metal… Dia de metal e de contrastes. Enquanto na Fundição Progresso rolava o show da banda Epica, o Teatro Odisséia abriu as portas para uma noite de black metal da melhor qualidade. Os suecos do Marduk, um dos maiores nomes do black metal mundial, foram a atração principal do evento que também trouxe como bandas de abertura: Dark Tower, Enterro e Unearthly. Estava na cara que, para os apreciadores do estilo, seria uma noite sensacional.

Os primeiros a subir ao palco foram os cariocas do Dark Tower, que mostraram que, mesmo sendo uma banda relativamente nova, fazem um metal extremo de qualidade. Em seguida, chegou a vez da banda enterro, composta por gente com muita história pra contar. O baixista Alex Kafer já é conhecido na área. Fez parte de uma das melhores bandas de black metal que já ouvi em terras tupiniquins: O Mysteriis. Não satisfeito, ainda faz parte de outra excelente banda chamada Darkest Hate Warfront. Os dois guitarristas do enterro, China e Donida, também tocam no Matanza, banda de countrycore. O show deles mostrou um som consistente, marcado pela excelente presença de palco do vocalista Nihil, possuidor de um gutural sombrio e cheio de ira que aqueceu o público para o headliner da noite.

Após um pequeno intervalo, era a vez da banda Unerathly que, mesmo tendo passado por diversas mudanças de formação ao longo dos anos, conseguiu se firmar e adquirir um público fiel e respeito internacional. Vale a pena ouvir o som desses caras. Com o fim das bandas de abertura, começou a rolar aquele sentimento de ansiedade no público. Os fãs não conseguiam tirar os olhos do palco, ficando atentos a qualquer movimentação. O som ambiente foi interrompido e uma luz saída da lanterna do operador de som começou a tremular no palco… Era chegada a hora. A multidão começou a berrar “MARDUK! MARDUK! MARDUK!”.

Após a música introdutória, subiram ao palco os suécos: Morgan “Evil” Steinmeyer Håkansson (Guitarra), Daniel “Mortuus” Rosten (Vocais), Magnus “Devo” Andersson (Baixo) e Lars Broddesson (Bateria).

Quem é fã, compreende que o tempo não passou para o Marduk, que continua sendo um dos maiores nomes no meio e faz um cd excelente após o outro. O mais novo trabalho dos caras, Wormwood (2009), é excelente e só reafirma o que acabo de escrever. Mesmo que muitos antigos fãs tenham dado uma desanimada após a saída do antigo vocalista da banda (Legion), temos que ser justos… Eu particularmente prefiro o Legion, mas Mortuus demonstra mais domínio/técnica vocal sem a menor dúvida. A banda se mostrou carismática, dizendo a todo momento que era um prazer estar tocando no Brasil… Que era um prazer estar tocando no Rio de Janeiro. Foi muito bom ouvir “With Satan and Victorious Weapons”, “Panzer Division Marduk”, “Still Fucking Dead”, “Baptism By Fire”, etc. Uma noite marcante… Um evento que mostrou que o metal ainda vive no Rio de Janeiro.

Texto: Thiago Celli

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