GAMETAS – Junho 2010

Guitarras fálicas e chamuscantes fazem jorrar das caixas de som um rock viscoso em estado bruto, enquanto uma enxurrada de impropérios e ofensas morais é proferida sem pena sobre o ouvinte. Tambores retumbantes fazem mortos levantarem de suas tumbas para dançar num ritual grotesco, que mais parece um comitê maledicente pronto para depor do trono seus opositores criados em apartamento, numa conspiração macabra. Nem mesmo a genética poderia explicar tamanha aberração, o que nos faz pensar que uma banda assim só pode mesmo ser fruto de uma experiência laboratorial mal sucedida. Um monstro forjado por descargas elétricas que fugiram do controle. Uma criatura bizarra que fora renegada por seu próprio criador e volta para se vingar, despejando toda hostilidade que recebera na infância. Paradise Von Drakulelvis (Voz e Guitarra) é o mentor por trás das idéias chulas, Iuri Escabroso (Guitarra-Solo), o garoto prodígio, herói das 6 cordas desencaminhado pelo próprio pai, Rafael Bralha (Bateria e Vocal), o pirata sexual andrógino e Diego Drugue (Baixo e Vocal), o curandeiro de ervas, o Doutor Morte. Juntos eles formam a gangue mais degenerada de que se tem notícia em Terras Tupiniquins, prontos para serem odiados por pais, religiosos e defensores da moral e dos bons costumes.

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