Entrevista com Larry Antonino, da UNRULY CHILD

Bem, eu estive em contato com os músicos do Unruly Child por um bom tempo. Também muito antes de eles estarem no Firefest desse ano. Marcie Free (A maior voz de todos os tempos, em minha opinião!) e Larry Antonino forma os membros da banda com quem tive mais contato antes desse show. Todos os caras da banda – Jay, Guy, Bruce, Marcie (um dos maiores sonhos que eu tinha se realizou quando a conheci, e ela foi tão gentil e legal comigo e com meus amigos) e Larry foram simplesmente demais. Eu sabia que uma entrevista com Marcie Free lá em Nottingham seria bem difícil de conseguir, devido ao fato de ela ser bem reservada, e também pelo óbvio e enorme interesse em volta dela. Ela ficaria sufocada com tantas coisas, uma vez que essa seria a sua primeira aparição como artista em dezoito anos. Mas Larry foi tão gentil em dar essa entrevista incrível! Larray foi demais e ele me contou sobre seu passado e como começou na música, sobre o Unruly Child, sobre o show da banda no Firefest (o primeiro desde o lançamento do último álbum, o brilhante “Worlds Collide”) e sobre suas expectativas para o futuro. Nunca será realmente possível agradecer Larry por ser um cara tão legal!

Rockzone: OK, aqui estou com Larry Antonino do Unruly Child. O que você pode dizer sobre o início da sua carreira? 

Larry: Da minha carreira? Bem, ela começou quando eu tive uma habilidade natural para a música. Eu me lembro de estar na escola, e eles fizeram essa pesquisa, esse teste para descobrir o que eu queria fazer, como esportes, e eu tinha um talento para música por alguma razão! (risos). E isso me fez muito bem, você sabe, quando alguém dá valor para alguma coisa que você faz. E minha mãe tocava música clássica pela casa, na igreja, no orgão, eu sempre tive a música à minha volta, e acho que foi possivelmente por causa de minha mãe, e porque meu pai também tocava um pouco de piano, ele tocava um pouco de blues, eu estava cercado! E sempre adorei isso! Um dia eu tive essa oportunidade de entrar na música, aprendi alguns instrumentos antes dos seis anos, e percebi que eu gostava do que acontecia com eles, toda a combinação dos instrumentos para criar a música, e aprendi sobre composição, arranjos… e eu acabei tocando baixo provavelmente por volta dos trezes anos, e imediatamente comecei a tocar em bandas de fusion, e comecei a escrever música bem rapidamente. Então, eu tinha essa habilidade natural de ir lá e fazer isso, e ainda na escola eu tocava na orquestra, e também na banda de jazz, e na banda ao vivo. Isso meio que me deu uma base realmente, para poder ler música, fazer trabalho de estúdio, assim como tocar com bandas ao vivo, e desenvolver o treinamento de meu ouvido. Então, você sabe, é preciso mais, eu acho que se você apenas lê ou toca de ouvido, acho que se você tem as duas qualidades, você pode entrar em muitas situações diferentes… então, acabei tocando com algumas pessoas. Eu cresci em Santa Cruz, na Califórnia, então tinha muita música acontecendo por lá, e eu estava trabalhando em algumas bandas cover, como eu disse, coisas de jazz e fusion… então eu realmente tive uma boa base, em termos de expressão musical. Foi também o estágio inicial quando eu tinha vinte e quatro anos, eu queria expandir, então foi quando eu mudei para Los Angeles, em 1986 – Eu acabei de te dizer a minha idade! (risos)… essa é a minha boca! De lá, foi realmente uma questão de contatos, eu conheci muitas pessoas boas rapidamente. Conheci um engenheiro de som chamado Tom Fletcher, que estava trabalhando com a Madonna, e Don Henley, e ele me apresentou para muitas pessoas, e ele foi um enviado de Deus em muitas formas. Quando você muda para uma nova cidade como Los Angeles e você é simplesmente ninguém, e tem alguém para te apresentar para muitas pessoas, alguém que já está estabilizado, tudo começa, e isso te leva ao próximo passo. Então, nos próximos anos, eu estava me dando muito bem, trabalhando com artistas diferentes, como Ronnie Voss, eu trabalhei com o The Jazz Crusaders, mas também com o Air Supply, e trabalhei com David pack, do Ambrósia, e Mike McDonald, e fiz alguns trabalhos com Phil Bailey do Earth, Wind & Fire. Então, posso dizer que foi um grupo de pessoas com quem pude me juntar e trabalhar, e realmente, cada vez que eu conseguia um trabalho desses, minhas formas de tocar e cantar melhoravam também então, esses foram os estágios iniciais.

Rockzone: OK, e como foi juntar-se ao Unruly Child?

Larry: Bem, foi uma experiência incrível. Eu conheci Bruce Gowdy assim que mudei para Los Angeles. E ele Estava com uma banda chamada World Trade, e ele tinha estado no Stone Fury e em outros grupos que eu gostava de verdade na época. Então ele estava trabalhando com Guy Allison, e conheci Marcie e Jay durante o “Unruly Child”, em 1992, quando aquele primeiro disco saiu. E eu tinha conhecido Guy antes disso, pois nós tínhamos trabalhado juntos em algumas ocasiões, trabalho de vídeo, então você sabe, foi legal. Eu meio que disse “OK, tem esse cara com quem já toquei, um cara que conheço muito bem e respeito como compositor, arranjador e, é claro, como músico – Bruce é um dos melhores guitarristas, e tudo o que ele faz é demais”e ainda, ele faz tudo parecer tão fácil, e eles me perguntaram se eu queria me juntar à banda. E conhecer Jay, você sabe, um baixista tem muito a ver com o baterista, então imediatamente ele e eu tivemos uma química, o que foi brilhante! E eu adoro o jeito que esse cara toca, (risos) ele é simplesmente fenomenal! E então você escuta a voz de Marcie e simplesmente pensa “uau, pode ficar melhor do que isso?”. Então Beau Hill estava produzindo de vez em quando para a Interscope na época, e isso foi uma coisa boa, pois eu só tinha sido um músico de estúdio, não tinha feito turnês até então, apenas como músico de apoio, e eles chamaram esse cara, um músico freelancer ou algo assim, você sabe… e isso foi bom! Eu gostei de fazer isso! Eu posso ser um camaleão, eu posso mudar e fazer muitas coisas diferentes. Mas eu tenho esse lado rock em mim que realmente ainda não tinha sido expressado até eu entrar na banda. E isso me levou novamente ao próximo passo, crescer em termos de ser um músico a cada dia que passa, você quer expandir, você quer encontrar algo que você nunca fez antes, então “atacar” essas músicas, estar lá e fazer dar certo, foi excitante para mim, e sou muito feliz por ser parte disso. E como você sabe, infelizmente, as coisas na música mudaram nesse período, nós tínhamos o Nirvana começando, e todo esse estilo grunge, que meio que acabou com o hard pop melódico, hard pop progressivo, como você queira chamar o estilo, e era o que nós estávamos fazendo. Então o selo estava mudando as coisas, mas nós, nós fizemos um pouco de barulho com esse disco, parece que ele deu o que falar internacionalmente, e isso foi algo ótimo. Eu sempre esperei um dia voltar com a banda, e esse novo disco saiu…

Rockzone: E como isso aconteceu, a reunião da banda?

Larry: bem, ela aconteceu porque Bruce e Marcie e Guy, acredito que tenha sido o selo Frontiers, eles estavam tentando fechar com eles, e bruce me ligou. Nós nem mesmo mantínhamos contato, nós apenas não fomos capazes de continuar aquele lance de tocarmos juntos ao vivo, e ele disse “nós temos esse projeto, você está dentro? Está interessado?”… não foi nem mesmo uma pergunta, e eu disse “claro que sim! Isso é fantástico!”, e nos juntamos, fomos para o estúdio e gravamos esse disco. E na verdade, esse é o nosso primeiro show para promovê-lo. Você sabe, ele saiu há alguns meses atrás, mas espero que seja o começo de muitos, muitos outros shows, então temos que ver aonde isso tudo vai daqui em diante.

Rockzone: E como é trabalhar com a Marcie Free? 

Larry: É sensacional! Ela tem uma alma incrível, é uma pessoa linda, e uma das maiores vozes do Planeta Terra. Ela nunca entra em discussões ou brigas. Ela simplesmente é fácil de se lidar. Realmente profissional, uma grande compositora também, e é uma honra estar trabalhando com alguém de toda essa estatura, você sabe. E me tornei um cantor melhor cantando com ela, é um prazer trabalhar com uma pessoa assim. Então, estou honrado por estar aqui.

Rockzone: E o que você espera do show de hoje?

Larry: Espero que ele seja simplesmente excelente!

Rockzone: Alguma surpresa?

Larry: bem, tocaremos músicas do primeiro album, é claro, mas tocaremos a maioria das músicas do novo disco, então será algo interessante. Sim…nós teremos algumas surpresas lá!

Rockzone: Algumas palavras finais para os leitores? 

Larry: Para os leitores? Bem, para os fãs e para os leitores, eu aprecio muito vocês, de verdade, e sem o seu amor e seu apoio nós não teríamos realmente para onde ir. Quero dizer, nós escrevemos porque gostamos, e somos abençoados por ter pessoas que gostam de nossas musicas, e nisso duas partes são necessárias para tornarem-se uma só: os músicos e o público. Quando essa junção acontece, é que acontece a mágica, e estou realmente feliz por estr no meio disso, e quero agradecê-los, a todos vocês, a quem ouve os discos, aos fãs, e apreciadores por aí, e do fundo do meu coração, de verdade.

Rockzone: Muito obrigado, Larry!

Larry: O que é isso, eu é quem agradeço!

Rockzone: Isso foi demais!

By Criss Sexx

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