Entrevista com a CIDADÃO DO MUNDO

1. Oi banda! Tudo bem? Conta pra gente um pouco da história da banda e como foi o começo para vocês?

Cidadão do Mundo: A Banda Cidadão do mundo surgiu em Copacabana, no final de 2005, de um projeto meu e do baixista Fernando. Eu já tinha várias canções prontas e daí arrumamos um batera. Como um trio, estreamos em maio de 2006 no bar Vittorio, na Barra da Tijuca, já com um repertório autoral. Logo depois conhecemos Evandro (guitarra), e viramos um quarteto realizando vários shows pelo underground carioca, e com dois anos de banda viramos finalistas do Festival Rio Música, e outras coisas.

2. Eu li que vocês se tornaram uma das cinco vencedoras de um concurso chamado “Demohits” de uma operadora de telefonia móvel. Quando rolou este evento, qual foi à música que levou vocês ao festival e como conseguiram esta oportunidade?

Cidadão do Mundo: Nós tínhamos apenas três meses de banda, e eu tinha uma música gravada por mim com voz e violão, chamada “Andei Perdido”. Esse festival estava rolando e tivemos a idéia de enviá-la pra ver no que dava. Uma semana depois, recebemos o e-mail da produção informando que tínhamos sido escolhidos entre as cinco bandas do mês, e a canção virou hit de celular, disponível pra todo o país. O ano era 2006.

3. Vocês já têm algum cd gravado e se não tem pretendem fazer isso?

Cidadão do Mundo: Já temos um cd sim. Gravado em 2010 de forma independente, e alguma canções estão disponíveis em: www.palcomp3.com.br/cidadaodomundo.

4. Vocês também foram convidados para se apresentarem no Fórum Social Mundial e a partir daí iniciaram uma série de shows. Que evento foi este e como vocês conseguiram essa chance de mostrar mais uma vez o trabalho da banda?

Cidadão do Mundo: Sim, tocamos no Fórum Social Mundial em 2008, e fomos convidados pelo pessoal do Circo Voador. Foi o primeiro evento realizado no Rio. Foi bem legal. Tinha uma grande estrutura de palco, e o evento foi muito legal, pois reunia várias formas de arte em geral e gente de todo o país no Aterro do Flamengo. Através desse show, é que rolou a oportunidade de tocar ao vivo na Tv Brasil, no programa atitude.com, até então, uma experiência inédita pra banda.

5. Pelo que li no site, a praia de vocês é fazer um rock nacional bem anos 80, então nos diga quais são as maiores influências do rock brasileiro na música de vocês?

Cidadão do Mundo: Bom, nossas influências são sim o Rock Brasil 80. Legião, Plebe rude, Titãs, etc. Mas a gente não leva isso ao pé da letra não. São apenas influências. Sempre pensamos em fazer um som nosso, até porque, eu pessoalmente não componho pensando nisso, e sim no meu cotidiano, nas minhas dificuldades, alegrias, frustrações, o que a vida me mostra a cada amanhecer

6. Eu sempre pergunto isso para as bandas e não vou deixar de fazê-la pra banda. Qual é a opinião de vocês sobre o rock atual. O que estão achando dessa nova geração do rock?

Cidadão do Mundo: Olha o rock atual, é muito bom sim. Temos a Pitty, o Velho e bom Lobão, o Cachorro grande e outras bandas que representam bem isso. Agora, se você fala sobre coloridos, é outra parada. Isso aí é armação de gravadora, empresários, e não considero isso rock, e sim boy band que só serve pra enganar adolescentes. Depois que elas viram mulheres, caem em si, e se arrependem fervorosamente de ter gostado daquilo. É isso. Ah, tem uma banda nova surgindo aí, que vai arrebentar. Chama-se Nefentz, e em breve vocês vão ouvir falar.

7. E aproveitando a deixa, na visão de vocês o rock acabou ou é apenas uma fase ruím?

Cidadão do Mundo: O rock nunca vai acabar. Rock, não é apenas música, é vida, é estilo, é eterno. Aqui no Brasil, acho que existe um complô entre gravadoras, empresários pra tentar calar nossa boca. Não te dão oportunidades, as rádios, pior ainda. Mas vamos em frente. Não é fase ruim não, é falta de oportunidade. Tem muita gente ruím no rock que tem grana pra se bancar, pagar jabá, e muita gente boa escondido, por não ter chance alguma de se mostrar. Acho que é isso.

8. O Rock Zone agradece por nos conceder essa entrevista e queríamos que deixassem um recado para os leitores e fãs da banda.

Cidadão do Mundo: Obrigado Milena e galera do Rockzone pela chance de me expressar. Minha mensagem para os leitores é: Não seja mais um bundão, escravo do sistema, que fica sempre empurrando goela abaixo essas porcarias de Luan não sei q lá, pagode mela cueca e outras bizarrices. Sejamos mais perceptíveis. E Viva o novo rock de verdade!

By Milena Calado

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