Entrevista com a BLACK VIPER

1. Olá banda! Falem um pouco do nascimento do projeto do Speed King/Speed Köbra que virou Black Viper.

Cristiano Gadelha: A banda começou em dezembro de 2008, sob o nome de Speed King! Desde o começo, a intenção da banda era tocar aquele Hard Rock dos anos 70, na linha das bandas daquela época, como o Deep Purple, Led Zeppelin, Whitesnake, Rainbow, Thin Lizzy, dentre outras, mas com uma roupagem mais moderna, e com influências de outros estilos! O começo foi muito difícil, por causa das mudanças constantes de formação, e acho que só no final de 2009 a gente conseguiu fechar uma formação estável! Gravamos uma Demo em janeiro de 2010, mas ficou muito abaixo do esperado, e só ficou eu na banda (risos)! A banda ficou de molho por mais ou menos um ano, até que no começo de 2011, eu me juntei ao pessoal que está na banda hoje, e acabou ficando assim! Nós mudamos o nome pra Black Viper e regravamos duas das músicas da primeira Demo. No caso, Living On The Highway e Evil Bitch, e cá estamos!

2. Eu li que o som da banda é bem Hard Rock (sem ser farofa) junto com Heavy Metal, mas essa fusão Metal com Hard já é considerada um pouco farofa. O que vocês têm a dizer?

Cristiano Gadelha: É engraçado você fazer essa pergunta! Quando a banda começou, e nos perguntavam qual era o nosso estilo, eu simplesmente dizia que éramos uma banda de Hard Rock, e retrucavam se a gente tocava Poison, Motley Crue, Cinderella, ou algo do tipo (risos)! Nos perguntavam tanto isso que acabou virando piada interna na banda, e a gente colocou no Release esse “Hard Rock sem ser farofa” de brincadeira (risos)! Mas falando sério, eu pelo menos considero a banda simplesmente como uma banda de Hard Rock, mas não “aquele” Hard Rock que se fazia nos anos 80! Temos uma ou outra influência de Heavy Metal no nosso som, especialmente, no trabalho de guitarra do Esteban, e também por causa do nosso “background” no Metal, já que nós tocávamos em bandas do estilo antes de nos juntarmos! Mas acho que o Hard Rock que a gente faz é mais calcado no que se fazia nos anos 70, por isso eu não considero que a nossa mistura possa ser considerada “farofa”! Com todo o respeito às bandas de Hard Rock mais anos 80! Eu pelo menos gosto bastante (risos)!

3. Quantas músicas ou discos vocês já gravaram e se não o fizeram, pretendem futuramente?

Cristiano Gadelha: Na época do Speed King, nós gravamos três músicas, e um cover para Highway Star, do Deep Purple! Pena que ficaram de uma qualidade muito ruím… Essa demo nunca mais vai ver a luz do dia! (risos) Como eu disse, nós regravamos duas das músicas dela, e estamos trabalhando algumas composições para gravar um EP, e, no futuro, um disco completo! Talvez a gente já tenha algum material no começo do ano que vem, vamos ver o que acontece!

4. Qual é a visão de vocês do rock atual? Acham que ele morreu ou está mais vivo do que nunca?

Frederico Beltrão: Em volume de vendas já perdeu a dianteira faz tempo, mas isso não quer dizer que está morto, logicamente. Do ponto de vista comercial até pode estar, pelo menos o rock de qualidade e não esse rock linha-de-produção. O rock que faz sucesso hoje em dia é quase um fordismo musical, é tudo feito para produção em massa e a qualidade quase sempre deixa a desejar. Porém, fora do mainstream é possível achar ainda coisas de qualidade sendo feitas, o problema é achar quem dê valor. Mas isso não é exclusividade do rock, a indústria musical em si está muito artificial.

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5. Quais são os seus projetos para esse semestre, o que querem realizar como banda e músicos?

Cristiano Gadelha: Acho que a nossa maior conquista até o momento foi termos ficado em primeiro lugar nas paradas mundiais do MySpace em Rock Clássico, quando lançamos Evil Bitch! Ninguém na banda esperava por isso, e ficamos muito felizes com esse resultado! Foi a nossa maior realização como banda até o momento, e pra esse semestre nós vamos ampliar esse trabalho, com novas composições da banda, e principalmente fazendo mais Shows aqui no Rio! Estamos investindo em equipamentos melhores para isso, logo, podem ter certeza que as nossas apresentações de agora em diante vão ser uma experiência muito bacana pra quem quiser nos ver!

6. Vocês também estão começando como banda agora, o que diriam para quem quer montar uma e conseguir uma carreira sólida.

Esteban D. Mello: Não temos a pretensão de achar que devemos ser modelo para alguma banda, mas acredito que gostar do que toca do jeito que gostamos é um ponto essencial para fortalecer os laços e buscar algo mais sério. Dessa forma, tudo fica menos desgastante e mais natural. Ainda temos uma estrada enorme pra seguir e muitas provações pra passar. Mas tenho certeza que determinação não vai faltar. Para as bandas que estão começando, apenas desejo que sigam com sinceridade e sem medo de fazer o que gostam.

7. O Rock Zone deseja boa sorte e vocês podem deixar uma mensagem para os leitores do site.

Cristiano Gadelha: Primeiramente, eu queria agradecer a todos os nossos amigos que votaram na gente aqui, agradecer a vocês do site por abrirem esse espaço pras bandas independentes, e principalmente, eu gostaria de dedicar essa entrevista ao meu pai, que infelizmente faleceu no mês passado… Ele gostava muito do som da banda, era uma pessoa e um pai excepcional, ia aos shows da gente, e sempre nos incentivou a seguirmos em frente, principalmente nos momentos mais difíceis! Tenho certeza que ele ficaria muito feliz com o que estamos fazendo! Ah, e o Baiano (Henrique Rocha, baixista da banda) mandou um grande abraço pra todo mundo pelo apoio ao trabalho da gente!

Esteban D. Mello: Agradeço não só a todos os amigos que nos dão um apoio incrível, mas também a todas as bandas que participaram do nosso processo de evolução. Essas podem ter a certeza que tiveram influência direta no nosso resultado final. Agradeço especialmente a Evelyn Lima, que, como musicista e namorada me fazem crescer cada vez mais e amadurecer para enfrentar os desafios que eu preciso nesse meio.

Frederico Beltrão: Gostaria de agradecer a todos aqueles que nos ouviram e apreciaram nossas músicas, compareceram aos shows e todo o mais. Todo o apoio e motivação que nos foi dado pelos nossos amigos e familiares são as coisas que realmente contam, e o que faz toda essa empreitada valer à pena. Aguardem por novidades da banda, esperamos que continuem ouvindo falar da gente por um bom tempo! Pra todos aqueles que não ouviram, segue o MySpace: www.myspace.com/blackviperofficial!

Por Milena Calado

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