Duovert lança novo álbum apostando no modern hard rock

A banda mineira Duovert, que conta com Rafael Faria (vocal e baixo), Cleiton Souza (guitarra) e Daniel Sebastian (bateria) apresenta o novo álbum, “Just a Teenager”, que se encontra disponível nas plataformas de streaming.

Produzido pelos fundadores, Rafael Faria e Cleiton Souza, o material contou com mixagem e masterização a cargo de Marc Peiron, na Espanha.

“No ano passado lançamos o single ‘End of My Sad Memories’ e agora soltamos o novo álbum, que conta com 15 músicas e traz a participação especial de Bruno Paraguay (Eminence) na faixa ‘Enough’. Conhecemos Bruno Paraguay quando filmamos o primeiro clipe, em 2017. Porém, depois fomos entendendo que além do trabalho profissional com vídeos, ele era o vocalista de uma das maiores bandas de metal da atualidade brasileira, o Eminence”, revelou Faria.

“Filmamos outros trabalhos com ele e o convidamos para participar do show de lançamento do álbum ‘Atos de Glória’ (2016). O show foi emocionante e a participação dele encaixou muito com o estilo da banda. Nesse momento decidimos que precisávamos fechar uma parceria para gravar uma música juntos e lançar no próximo álbum. Este é o resultado disso tudo”, acrescentou Souza.

Além das faixas autorais, o repertório traz um cover para “Separate Ways (Worlds Apart)”, faixa originalmente gravada no álbum “Frontiers” (1983). “Esta música é um dos maiores hits do Journey e do melodic rock! Ela já teve versões de bandas e artistas de diversos estilos, de Asking Alexandria a Kelly Hansen, passando por Noah Guthrie e Andre Matos, mas quisemos deixar nossa marca. Como o álbum traz muito peso e arranjos progressivos, mesclados ao hard rock, ela se encaixou na proposta”, detalhou Faria.

A faixa de abertura “Yes, It’s a Shark” fala sobre um ataque de tubarão, que coincidentemente teve casos ocorrendo atualmente no litoral paulista. “Apesar da coincidência com as notícias da atualidade sobre ataques de tubarão em Ubatuba (SP) e aparições na Praia Central de Balneário Camboriú (SC), ela fala sobre o período em que estive em Recife (PE).

Trata-se de uma ficção a respeito de um possível ataque de tubarão, o que não é incomum nas praias próximas ao bairro de Boa Viagem. Esse misto de desespero, adrenalina e terror começa com bastantes riffs de guitarra e baixo, e uma bateria pesada”, explicou o vocalista e baixista.

Já a faixa “Animals” é uma releitura de “Animais”, que consta no álbum “Atos de Glória” e teve o clipe, que conta a história de uma lutadora profissional de MMA, veiculado nos Multishow e Bis. “É a nossa música mais conhecida. No processo de tradução, obviamente aproveitamos para trazer alguns elementos novos para tornar essa versão um pouco mais moderna. É uma faixa que levanta o astral e estimula a pessoa a lutar por si mesma, encontrar forças para lutar pela vida, independentemente da situação em que se encontra”, comentou o guitarrista Cleiton Souza.

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“Fizemos novas versões em inglês para outras faixas de ‘Atos de Glória’, que resultaram em ‘Incapable’, nossa balada favorita, e em ‘Slave’, que vem com um instrumental mais encorpado. Ela fala sobre a escravidão que nos aprisiona, contra a opressão e o racismo, principalmente com os negros. Já a ‘Desert Flower’ teve o clipe lançado com a letra em português e é nosso vídeo com mais visualizações até hoje no canal do YouTube”, completou Faria.

De todas do repertório, os integrantes do Duovert apontam “Wanna Give you my Heart” como a preferida. “É difícil afirmar, mas se existe alguma que nós da banda preferimos é ‘Wanna Give you my Heart’, composição que desde o início foi a que mais tocou nossos corações. Cleiton havia feito a harmonia dela sem nenhuma letra, uma inspiração incrível. Quando ouvi a sequência de acordes no violão e o dedilhado do início me emocionei, porque era uma música que, sem dúvida, vinha diretamente do coração. Daí, escrevi uma letra sobre entrega total, dedicação, uma pessoa abrindo o coração para a outra”, observou Faria.

O encerramento vem com “Standing Still”, em que o mote da letra é a superação. “A pandemia veio nos expor ao maior medo da humanidade: sua aniquilação completa, a ameaça da morte iminente, respirando um inimigo invisível e sem cheiro. A experiência da vida remota, uma sociedade sem relacionamentos e o contato, que antes era inofensivo, podia ser letal. Acreditamos que a música tem o poder de nos levar a outras dimensões, nos conectar de outras formas e esperamos que ‘Standing Still’ possa nos lembrar que, acima de tudo, somos seres capazes de superar todas as dificuldades. Um riff marcante, guitarra e baixo juntos com a pressão vinda das batidas secas na bateria dão o andamento da esperança. Que todos os fãs da música pesada sintam-se abraçados por essa nova corrente positiva”, concluiu Faria.

Ouça o álbum “Just a Teenager”, que contou com arte de capa e design a cargo de Pietro Irama aqui.

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FONTE: ASE Music

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