CANNIBAL CORPSE – Violence Unimagined

Realisticamente, certamente nenhum tipo de violência deixou de ser imaginada por Cannibal Corpse.

Os guardiões da decência na Alemanha ficaram tão enojados com o conteúdo dos primeiros três álbuns ensanguentados da banda que esses álbuns foram proibidos lá, a ponto de mesmo tocar as faixas deles ao vivo décadas após o fato permaneceram proibidas.

Houve cirurgia excessiva, zumbis, decapitações, tortura com maçaricos, esfaqueamentos, ejaculação de sangue, sendo comido vivo por ratos e tendo um gancho de açougueiro enfiado em sua bunda.

Às vezes é quase genial (Hammer Smashed Face é o título de death metal mais contundente de todos os tempos), às vezes tem sido totalmente desnecessário (mesmo que exista apenas para dizer algo inequivocamente horrível para chocar, o mundo nunca quis uma música chamada Fucked With A Knife). E ainda, em sua 15ª edição, nem mesmo Jason Voorhees matou pessoas de forma tão confiável ou imaginativa como Cannibal Corpse continua matando.

Mesmo a saída do guitarrista Pat O’Brien depois de ser preso em circunstâncias dramáticas em 2018 não diminuiu o ataque, sendo substituído pelo guitarrista e produtor por excelência Erik Rutan, da Morbid Angel/Hate Eternal. Eles passam através de Necrogenic Resurrection and Murderous Rampage tão confiável quanto um tanque, esmagadoramente pesado e destrutivo como sempre, com a voz de George ‘Corpsegrinder’ Fisher permanecendo a melhor do death metal. Eles se divertem com a Condemnation Contagion, eles explodem com a Ritual Annihilation, e a Overtorture é simplesmente irracional.

Depois de três décadas e mudanças, Cannibal Corpse se tornou o Motörhead do death metal – naturalmente confiável, sempre na zona, ainda mais alto e pesado do que qualquer uma das bandas que os seguiram. E, como o Motörhead, quando alcançou um certo número de álbuns, Violence Unimagined soa exatamente como você imagina, mas ainda surpreende em quanto Cannibal Corpse deixou no tanque. Conheça o novo lunático assassino, o mesmo que o velho lunático assassino.

AUTOR: Nick Ruskell
FONTE: https://www.kerrang.com/

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