BLINK 182 – Neighborhoods, 2011

Em 2008, Travis Barker (bateria e percussão) sofreu um grave acidente de avião, em Columbia, na Carolina do Sul (EUA), sendo um dos poucos sobreviventes da queda de um Learjet 60. A tragédia reaproximou os ex-companheiros, Travis, Tom DeLonge (Vocal e guitarra) & Mark Hoppus (Vocal e baixo), e então, na cerimônia do Grammy Awards de 2009, oficialmente o Blink 182 anunciava o seu retorno, que havia suspendido suas atividades desde 2005, por desavenças pessoais. O novo álbum, entitulado Neighborhoods, foi finalmente lançado em Setembro de 2011.

Em entrevista, Tom disse que ouvir o álbum atual é exatamente como ouvir os três projetos paralelos dos músicos (Angels & Airwaves, +44 e Transplants), comentando também que Neighborhoods é uma mistura de drum and bass, indie e stadium rock. “Não posso dizer-lhes que fizemos algo parecido antes.”, finalizou. Mark, por sua vez, descreveu o álbum como “estranho e ambicioso”: “Passamos por um monte de fatos realmente pesados nos últimos anos. Há uma abundância de material pesado e obscuro para escrever sobre isso”. Fora o amadurecimento com o tempo, é claro.

A introdução da faixa de abertura, “Ghost on the Dance Floor”, de cara mostra isso. É diferente, não é apenas aquele punk rock básico de outrora. Por outro lado, é o mesmo Blink 182 de sempre, nem parecendo que a banda teve um hiato de quase 5 anos. A dobradinha Tom & Mark continua afiada com a bateria de Travis – embora um pouco mais, digamos, ‘leve’. E os entrosamento instrumental continua excelente, como pode-se ouvir em “Natives”, mais dinâmica que a anterior. Lembra mais os tempos gloriosos da banda (final anos 90 – começo anos 00). “Up All Night” foi uma boa escolha para primeiro single a ser lançado. Fora o refrão pesado, é a primeira oportunidade de ouvirmos no Neighborhoods uma das marcas registradas do Blink: a dobradinha Tom & Mark dividindo o vocal. Final pancadão também! Destaco, uma das melhores faixas. “After Midnight” (segundo single lançado) vou rotular como a ‘baladinha híbrida’, rs! Audição tranquila, peso instrumental na medida certa. Refrão legal também (exclusivo do Mark, por aqui).

O álbum volta a ficar pesado com “Heart’s All Gone”, outra com Mark no vocal principal. “Wishing Well” recentemente foi o terceiro single a ser lançado. Seu clip tem um diferencial extremamente válido: foi feito com imagens recentes de shows e ensaios da banda, mostrando que o público continua fiel e, principalmente, que o passado foi deixado de lado, e que o trio continua irreverente, dentro e fora de palco. “Kaleidoscope” é outra que eu destaco no álbum (vocal do Mark nas estrofes, Tom no refrão) já começa mais dançante, e tem uma sonoridade mais tranquila também. Não vi muita coisa em “This Is Home” e “MH 4.18.2011”. Sem evolução. Mais do mesmo, não me animaram. “Love Is Dangerous” é um bom encerramento, apesar de morna também.

Audição recomendável, apesar de curta (como todo punk rock que se preze, rs!). Tom, Mark & Travis seguem em divulgação do álbum, recentemente tendo feito, inclusive, um show na Alemanha.

Autor: Victor “Montanha” Vieira

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