ANDRÉ MATOS – Teatro Odisséia, RJ (12/08/2010)

Sou fã de metal há muito tempo, mas confesso que nunca tinha ido a nenhum show dos grandes nacionais. E comecei bem com um dos seus maiores representantes e sem dúvida um dos maiores cantores do estilo. Não estou sozinho em afirmar que se André Matos tivesse entrado no Iron Maiden em 95 em detrimento a Blaze Bayley, a história seria outra. Mas ele a escreveu mesmo sem entrar para a banda britanica. Com o Viper nos anos 80, com o Angra nos 90, e com o Shaman no inicio da decada, André levou o metal até a novela global em 2002 (Fairy Tale foi tema da novela “O Beijo Do Vampiro”).

Com uma fila que chegava a Rua do Lavradio de tão gigantesca , já se tinha idéia que o pequenino Teatro Odisséia seria menor ainda para abrigar tamanho público. E foi o que aconteceu. Assim que André Matos e sua banda adentraram ao palco o delirio foi total, mesmo sendo as 4 primeiras canções sendo de seus 2 albuns solo, pareciam clássicos imediatos, sendo que para maior destaque fica a magnifica “I Will Return”.

Após alguns problemas técnicos a introdução inconfundivel de “Fairy Tale” faz todos cantarem a plenos pulmões, visto que esta é sem dúvida a musica mais popular do metal nacional . O vigor da voz de André é algo que deve ser estudado daqui alguns anos. São 25 anos que não há mudanças na voz do cara, e ao vivo impressiona mais ainda. Após isso “How Long” tratou de confirmar os argumentos citados anteriormente.

“Living For The Night” em medley com “Cry From The Edge” relembrou uma das pioneiras do metal nacional que foi o Viper. Dois clássicos absolutos que certamente não podem faltar em nenhum show do André Matos. Após, um solo de guitarra absolutamente vigoroso e técnico de André “Zaza” Fernandes sem ser aquela coisa sacal, um virtuoso com um feeling absurdo.

Eloy Casagrande e Fabio Ribeiro respectivamente baterista e tecladista foram um destaque a parte no cover do Journey “Separate Ways (World’s Apart)” que na voz de André e devido a sua semelhança fisica e vocal, um desavisado que entrasse ali poderia confudi-lo com Steve Perry sem muita dificuldade. Na já lendária introdução de “Lisbon” o publico cantou o teclado inicial de forma fabulosa, nesta que seria a primeira música do Angra que seria tocada na noite.

Após o este clássico do “Fireworks”, Eloy começa já o tradicional solo de bateria. O menino é um monstro . Com menos de 20 anos ele ensina a geração que ele faz parte que pode ser um músico de respeito e competencia sem se vender. Impressionante de verdade.
Com “Holy Land”, André causou surpresa pois os cariocas não ouviam esta musica desde os tempos do Angra , e emendou com “Letting Go” de seu 1° solo “Time To Be Free” para em seguida “Unfinished Allegro” explodir nos P.A’s, sendo a introdução da absolutamente lendária “Carry On”.
Finalizando o show a apresentação da banda que tem alem de André Matos obviamente, Hugo Mariutti e André “Zaza” Fernandes nas guitarras, Eloy Casagrande nas baquetas, Fabio Ribeiro nos Teclados e Bruno Ladislau e seu baixo práticamente inaudivel me fez sentir muita falta de Luis Mariutti que está tirando férias da banda oficialmente e concluindo com “Endeavour”.

Uma observação tem que ser feita: O Teatro Odisseia é muito pequeno para um show dessa grandeza,  o headbanger carioca merece respeito! Com um Circo Voador vazio no domingo seria um lugar muito mais apropriado para o show.

Set List :

Leading On
I Will Return
Rio
Mentalize
Fairy Tale
How Long
Living For The Night / Cry From The Edge
Solo Guitarra (André “Zaza” Fernandes)
Separate Ways
Lisbon
Solo Bateria
Letting Go
Holy Land
Unfinished Allegro
Carry On

Bis:
Endevour
Texto: Rafael Moura
Fotos : Beatriz Lima
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